DAVID CORRêA: morre uma Expressão do Samba portelense
O domingo está mais triste para todos os apaixonados por samba. O grande compositor David Corrêa, autor de obras inesquecíveis do carnaval do Rio de Janeiro, faleceu aos 82 anos. O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, confirmou a informação para o site CARNAVALESCO.
"David estava internado no CTI do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins, desde o último sábado), e faleceu após apresentar piora no quadro de insuficiência renal. Neste domingo, ele chegou a passar por uma sessão de hemodiálise, mas não resistiu. Familiares, no entanto, dizem que o hospital informou que a causa da morte foi covid-19. Em abril, o sambista havia passado por uma cirurgia no pulmão após ser atropelado em Jacarepaguá, mas chegou a receber alta," diz nota da Portela.
Expressão do Samba
Em novembro de 2018, a reportagem da revista Beija-Flor de Nilópolis procurou o compositor para informá-lo, que o conselho editorial da revista tinha indicado e aprovado seu nome para receber – como uma das Expressões do Ano, ao lado de Silvestre David Silva (o Cabana 'in memoriam' e que foi representado por sua filha Jurema), Marquinho Diniz e Bira Presidente (do Cacique de Ramos e lider do grupo Fundo de Quintal) – as homenagens relativa aos 70 anos da escola nilopolitana durante o lançamento da edição de 2019, relativa ao desfile de Quem não viu vai ver... As fábulas da Beija-Flor. David não confirmou sua presença devido ao seu precário estado de saúde.
À época, a revista da Beija-Flor publicou: David (Antonio) Corrêa é detentor de três Estandartes de Ouro na categoria melhor samba-enredo; o primeiro por "Macunaíma" (1975), depois "Incrível, fantástico, extraordinário", com J. Rodrigues e Tião Nascimento (1979); e "Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite" (1981), com Jorge Macedo. Como compositor da Portela é autor ainda de "Passárgada, o amigo do rei" (1973) e "Amazonas, esse desconhecido!" (2002), parceria com Grillo e Naldo. Nem tudo é Carnaval, daí compôs para o primeiro LP de Renata Lú "Sandalia de Prata", fez "De Palmares ao tamborim" para Roberto Ribeiro e homenageou a Águia de Madureira com "Bom Dia, Portela" gravada por Elza Soares. Definitivamente "Mel na Boca" gravado por Almir Guineto é obrigatório no repertório de todo o sambista que se preze.
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