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Imperatriz aposta na nudez e 
Beija-Flor terá índios mais comportados



SAMBARAZZO – Apesar da variedade de enredos do Grupo Especial que falam de religião, personalidades, movimentos culturais, histórias e outros bichos, algumas narrativas vão se esbarrar na Avenida e darão aquela sensação de déjà vu nos espectadores em determinados momentos. É o caso de Imperatriz e Beija-Flor, que prometem usar e abusar das cores e da leveza da estética indígena.

A verde e branco homenageia os índios do Xingu, já a representante de Nilópolis conta a história de Iracema – a virgem dos lábios de mel -, que largou tudo por um grande amor, seguindo a literatura de José de Alencar.

Apesar da semelhança de temas, os carnavalescos Cahê Rodrigues (Imperatriz) e Fran Sérgio e a comissão (Beija-Flor), pelo visto, vão fazer cada um a sua maneira.

A diferença vai ser vista na vestimenta dos índios, reais ou caracterizados, que vão aparecer na Sapucaí. Fran e a comissão de carnaval vão botar pra jogo um índio mais comportado, com uma pele preparada especialmente para cobrir o corpo, além do uso de penas e muita maquiagem. Do outro lado, Cahê aposta numa ‘plástica sensual’, usando e abusando da nudez indígena – cerca de 30% da escola vai estar parcialmente nua.

– O tema é indígena, então a escola tá com menos roupa. Geralmente não gosto de expor o corpo das pessoas que desfilam, mas o tema permite essa linguagem. A escola está mais pelada, mais solta, figurinos mais leves. Vou poder usar uma plástica mais sensual. Nos últimos carnavais, a escola vinha mais vestida. A Imperatriz precisava ser mais ousada neste ano – comenta Cahê Rodrigues, no quinto carnaval seguido pela verde e branco.

Representando a comissão de carnaval, Fran Sérgio explica que prefere não abusar da nudez, o que, por outro lado, não significa deixar de valorizar a cultura do indígena.

– Não vai ter nudez. A gente aplicou uma solução bem legal pra isso, com a pele indígena que substitui a nudez, muita maquiagem também. O índio brasileiro é muita pena, e vai ter esse colorido. A gente tá bem original, vai ter muito índio, como na história de José de Alencar, que enaltece o tempo todo o índio como o dono da terra, a floresta do índio, a cultura do índio, a
vida do índio… A gente segue isso – explica Fran Sérgio, que tem 20 anos de comissão de carnaval na azul e branco.

Imperatriz e Beija-Flor se encontram no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial, na Sapucaí. A verde e branco desfila primeiro como a terceira do dia de abertura da elite. A representante de Nilópolis será a sexta e última da noite.

f/Irapuã Jefferson

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