MESTRES DE BATERIA

 
Os mestres de bateria são verdadeiros maestros de uma orquestra de percussão. Ouvindo atento, sensibilidade e criatividade são indispensáveis a esses professores para dar à bateria personalidade, principal identidade de uma escola de samba, que se destaca pela batida e harmonia. Ontem, um dos grandes destaques a frente da bateria da Beija-Flor foi o mestre Vicente, pai do puxador Gilson Bacana. Hoje, são os mestres Plínio de Moraes e Rodney Ferreira. 

PLíNIO DE MORAES

Originário do bloco Unidos de São Matheus (S. João de Meriti), onde  batia surdo de terceira, Plínio de Moraes despertou a atenção do presidente Nelsinho Abrão David que o levou para Nilópolis, em 1971. Acolhido pelo mestre Vicente, Plínio atuou por muitos anos, apenas como ritmista até mestre Odilon promovê-lo seu braço direito. Ano seguinte, Plínio é alçado à categoria de mestre. Nesta condição, vive a emoção inesquecível da estreia na nova função, com “Beija-Flor é festa na Sapucaí”. Outro grande momento para Plínio, como mestre de bateria, posto que nunca deixou embora o dividisse com outros percussionistas, foi ao lado do novo parceiro de batuta, Rodney Ferreira, com “Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”. São 45 anos na Azul-e-Branco participando de todas as glórias que a escola alcançou como elite do Carnaval carioca.
 
 
RODNEY FERREIRA

A vocação é talento intrínseco ao ser humano. Em algumas pessoas é tão latente que aflora na infância com a força da natureza. Com Rodney José Ferreira foi assim, o percussionista desencantou ainda moleque, quando seguia e perseguia os blocos do Méier (Rio), onde nasceu, vive e mora. Adolescente foi convidado para integrar a bateria da Lins Imperial, onde tocou durante 10 anos. Tocador de caixa foi fazer teste na Caprichosos de Pilares, mas só havia vagas para tocar tamborim. “Com um tamborim emprestado, ensaiei exaustivamente e fiquei com uma das duas únicas vagas”, relembra. Nessa época que integrou a banda da cantora Simone, com quem fez shows pelo exterior. Sete anos depois, foi para a Portela como diretor de bateria. Passagem rápida, porque “Laíla já amigo da gente nos convidou para vir para a Beija-Flor” conta Rodney. Mais um decênio como diretor de bateria. Em 2010, “brilhante ao sol de uma nova época”, Rodney assumiu o cargo de mestre da bateria azul-e-branco nilopolitana, ao lado do Plínio.


Saul do Gás, Carlos Alberto, Cara de Kombi, Clóvis, Tiago, Michel, Marlon, Xunei, Cléo, Zé Carlos e Pó de Mico formam a equipe de diretores, que dividem a responsabilidade de coordenar os ensaios todas as segundas-feiras e a preparação dos iniciantes todos os sábados. A bateria sairá com 280 ritmistas.   

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