SAMBAS ENREDOS QUE MARCARAM O BRASIL
O lançamento de “Sambas
enredos que marcaram o Brasil” foi ontem na Livraria Arlequim, sofisticado
espaço instalado no Paço Imperial de memória histórica indubitável. E
certamente não faltaram aqueles que defenderam, muitos dos sambas incluídos no livro, com sua interpretação, sempre
potente e afinada, como Jorginho do
Império, Dominguinho do Estácio, Neguinho da Beija-Flor, Zuzuca e Marcos Moran,
que atacando de showman, se encarregou de convocá-los as indefectíveis canjas,
que ilustraram musicalmente a tarde de autógrafos. E a plateia não era menos artística. Lá
estavam Antonio Carlos – líder de audiência das madrugadas da Globo-AM, Ricardo
Campelo, o showman Luis César, a cantora Eymar Fonseca – que homenageou os
homenageados, com um chorinho que sua mãe Ademilde Fonseca imortalizou, a
promoter Márcia Campos, o biógrafo Paulo César Araújo – autor de “Eu não sou
cachorro não” e “RC em Detalhes” (livro censurado e recolhido das lojas), Hercy
Maria Tobias – da equipe de Gerdal dos Santos, comunicador da Nacional-AM, José
Antonio – vice-presidente financeiro da Beija-Flor de Nilópolis, Paulo
Magoulas, publicitário Gilvan Chegure, Marcos Gomes – diretor da Rádio
Nacional-Rio, Waldir Luiz, Jorge Guilherme – criador da CBN, mais e mais.
O
livro do samba
A ideia é simples, como o
próprio título do livreto sugere; formato este que se engrandece pelo conteúdo
e muito mais ainda pelo objetivo: registrar – e mais do que isso resgatar
definitivamente, através de uma publicação despretensiosa, a rica produção
literária que emerge, anualmente, durante a construção da maior festa urbana e
popular de todo o mundo, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Mais
especificamente, é o resgate dos mais impactantes, bonitos e criativos “sambas
enredos que marcaram o Brasil” pelo tema
e pelo inspirado talento de seus autores, poetas populares “muitos dos quais
esquecidos, apesar de sua genialidade” e alçá-los a seu verdadeiro lugar dentro
da história e da cultura popular brasileira.
“Sambas enredos que
marcaram o Brasil”, projeto idealizado e organizado pelo radialista e
jornalista Hilton Abi-Rian, reúne 70 dos mais notáveis enredos, em versos e
melodia, que levaram suas respectivas escolas à consagração seja pela sua
colocação no desfile, seja pela memória popular, que nesse assunto, não se faz
de esquecida.
Com o concurso de amigos e
todos eles especialistas no assunto, como a professora e historiadora Maria
Augusta Rodrigues (comentarista diversas vezes dos desfiles para a TV-Globo);
Osmar Frazão – a enciclopédia da Música Popular Brasileira; escritor e médico Hiram
Araújo – diretor cultural da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro
(Liesa); produtor e radialista Adelzon Alves – que mantém há décadas programa
sobre samba, abrindo espaço justamente à divulgação da criação e acesso aos autores de sambas enredos que a mídia até
então lhes negava; sambista, passista, compositor, pesquisador Rubens Confete – diretor do Centro Cultural
Pequena África e outros não menos qualificados por seu trabalho e estreita
ligação com o universo do samba e do Carnaval como o pesquisador Fernando
Ferreira, a radialista Dalila Vila Nova, o produtor e escritor Haroldo Costa, o
historiador Ricardo Cravo Albin (fundador do Museu da Imagem e Som), Luiz (Nininho)
Leite, Ubiratan Guedes, produtor da TV-Globo Manoel Alves, jornalista e
escritor Aydano André Motta, ator e produtor da Noitada de Samba-Opinião Jorge
Coutinho, presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis Anísio Abrahão David e
Boni - José Bonifácio de Oliveira Sobrinho – este homenageado da Beija-Flor de
Nilópolis com o enredo de 2014 : “O
astro iluminado da comunicação brasileira” – que assina o prefácio do livro;
todos eles – a pedido de Abi-Rian – apresentaram uma relação pessoal do que
consideram os melhores sambas de todos os tempos, resultando em 70 títulos de
enredos que ficaram na história do samba e do Carnaval , e que dão pleno
sentido à coletânea.
Concebido por Abi-Rian, “Sambas
enredos que marcaram o Brasil” contou com a colaboração executiva do jornalista
Ricardo Da Fonseca, como editor responsável e redator; teve o projeto gráfico
de R.Gatto e as ilustrações de Ramon Gonzaga, além de Bianca Behrends e Leonardo
Legey na revisão de conteúdo. A editora é Luneta (127 pág./R$15,00).

como posso adquirir online esse livro, moro em Manaus.
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